Taxa de Juros e Spread Bancário

A taxa de juros básica da economia brasileira é a Selic, que: 1) remunera os títulos públicos; 2) é definida pelo Bacen a cada 45 dias na reunião do Copom; e 3) é o principal instrumento de política monetária do Bacen. Quando o Bacen deseja estimular a demanda agregada, ele reduz esta taxa, diminuindo, assim, a rentabilidade dos títulos públicos que estão em posse dos bancos. Com isso os bancos se sente motivados a vender ao Bacen títulos públicos.




12/04/2018 - A taxa de juros básica da economia brasileira é a Selic, que: 1) remunera os títulos públicos; 2) é definida pelo Bacen a cada 45 dias na reunião do Copom; e 3) é o principal instrumento de política monetária do Bacen. Quando o Bacen deseja estimular a demanda agregada, ele reduz esta taxa, diminuindo, assim, a rentabilidade dos títulos públicos que estão em posse dos bancos. Com isso os bancos se sente motivados a vender ao Bacen títulos públicos que, assim, consegue “colocar dinheiro” na economia.
 
 
Os bancos, por sua vez, usam a taxa Selic para formarem outra: CDI (Certificado de Depósito Interbancário). É com base na CDI que as demais taxas para o poupador são formadas, sendo um das mais importantes o CDB (Certificado de Depósito Bancário). Eles rendem um percentual do CDI.
 
 
Quando os bancos emprestam recursos a terceiros, eles o fazem a uma taxa superior a que eles captam, por exemplo, a 150% do CDI. A diferença entre essas duas taxas (empréstimo e captação) é chamado de spread bancário.
 
 
Entre as principais atividades de um banco está a intermediação financeira, ou seja, a atividade de captar e emprestar recursos financeiros, nos mais variados produtos disponibilizados, isso porque dificilmente todas as pessoas possuem os mesmos interesses em relação a prazos e volumes. 
 
 
Por fim, cabe lembrar que as taxas de juros também são influenciadas por fatores como risco de crédito, garantia concedida e liquidez:
 
1.Risco de crédito: quanto maior for o risco de o tomador do empréstimo não honrar os pagamentos ao doador dos recursos, maior deverá ser a taxa de juros. Da mesma forma, o investidor exigirá uma taxa de remuneração maior para emprestar àqueles com maior risco de crédito.
 
2.Garantia: quanto melhor a garantia oferecida pelo tomador do recurso ao doador, mais segurança é dada à operação de empréstimo, e a taxa de juros cobrada deverá ser menor. As garantias podem ser fidejussórias (de confiança), como o aval e a fiança, ou reais, como hipoteca, penhor, alienação fiduciária e cessão fiduciária, por exemplo.
 
3.Liquidez: a liquidez da operação e das garantias (facilidade de convertê-las em dinheiro) também afeta as taxas de juros, ou seja, quanto maior a liquidez, menor deve ser a taxa cobrada, uma vez que o risco é menor.
 
 
Em resumo, o spread bancário constitui-se numa forma de remuneração das instituições financeiras por conciliarem interesses divergentes dos clientes. Quanto maior for a concorrência de um determinado sistema financeiro, teoricamente o spread bancário será menor, o que ocasionaria a convergência das taxas de juros das aplicações e dos empréstimos. 
 
 
O Brasil possui um spread altíssimo, mesmo quando comparado a países emergentes, como China e Rússia. Se de um lado, o setor bancário é acusado de falta de cooperação na redução dos juros cobrados ao consumidor, de outro, alega-se que um conjunto de fatores presentes na economia brasileira leva às altas taxas de juros para o cliente final. Afinal, será que não há espaço para a redução do spread bancário no Brasil para os mesmos níveis praticados em outros países?
 
 
Analisando a Decomposição do Spread bancário praticado no Brasil, publicado pelo BC, em média (média de 2011 – 2016), vejam o absurdo: a inadimplência corresponde a 55,7%. \Em meu entendimento, smj, não é uma despesa para o tomador de empréstimo arcar e sim as instituições bancárias terem mais critérios ao liberarem os empréstimos ou no mínimo os próprios, bancos arcarem com sua falta de critérios, ou que se ajustem a isso. Ou o que é pior está cheirando a balela que os bancos argumentam para aumentarem as taxas praticadas. É só analisar os lucros dessas instituições.
 
 
 
Fontes: Macroeconomia para Executivos / Prof. Samy Danna – FGV artigos publicados ? Internet
 
Colaboração: Dr. Maurício Vivas Castelo Borges