Pesquisa Indicadores Industriais aponta estagnação da atividade do setor em Minas Gerais

Index segue refletindo a dificuldade de recuperação da indústria no estado. Os indicadores da Indústria Geral (Indústria Extrativa + Indústria de Transformação) seguem refletindo a dificuldade de recuperação da indústria de Minas Gerais em 2018. O faturamento real ficou praticamente estável em agosto, frente a julho, registrando pequeno avanço de 0,1%, após queda de 4,5% observada em julho.




02/10/2018 - Os indicadores da Indústria Geral (Indústria Extrativa + Indústria de Transformação) seguem refletindo a dificuldade de recuperação da indústria de Minas Gerais em 2018. O faturamento real ficou praticamente estável em agosto, frente a julho, registrando pequeno avanço de 0,1%, após queda de 4,5% observada em julho. Os demais indicadores pesquisados – horas trabalhadas na produção, emprego, massa salarial real, rendimento médio real e utilização da capacidade instalada – mostraram recuo ou estabilidade, evidenciando o baixo dinamismo da atividade no mês.


Segundo a Gerência de Economia do Sistema FIEMG, tendo em vista o fraco desempenho da indústria ao longo de 2018, a esperada aceleração no segundo semestre, geralmente mais aquecido em virtude das vendas de final de ano, dependerá do resultado das eleições e dos seus efeitos sobre os níveis de confiança dos agentes econômicos. No panorama externo, a crise econômica na Argentina, terceiro principal parceiro comercial do estado, também é ponto de atenção para os setores exportadores mineiros. Vale destacar, ainda, que a indústria convive com um processo de acúmulo indesejado de estoques, o que tende a dificultar avanços mais robustos da produção até o final do ano.


O faturamento da Indústria Geral ficou praticamente estável em agosto, frente a julho, com pequeno crescimento de 0,1%. Contribuiu para o desempenho o avanço da Indústria de Transformação (3,4%), que tem peso maior no cálculo do resultado geral. Por outro lado, houve recuo de 21,4% no índice da Indústria Extrativa, após uma alta de 26,4%³ no mês passado. Em relação a agosto de 2017, o indicador geral cresceu 8,8% e, nos acumulados do ano e dos últimos 12 meses, aumentou 4,8% e 5,5%, respectivamente, com avanços nas Indústrias Extrativa e de Transformação.


As horas trabalhadas da Indústria Geral recuaram 2,4% em agosto, frente a julho, em razão da queda de 2,3% na Indústria de Transformação. Na Extrativa, houve leve crescimento (0,1%). O indicador geral também caiu nas demais bases de comparação: frente a agosto de 2017 (-2,9%), no acumulado do ano (-1,6%) e na análise dos últimos 12 meses (-1,5%). Os desempenhos negativos das Indústrias Extrativa e de Transformação contribuíram para os recuos.


O emprego da Indústria Geral caiu 0,9% em agosto, na comparação com julho, devido a igual queda da Indústria de Transformação. A Indústria Extrativa mostrou leve avanço (0,1%). O resultado geral de agosto foi o maior recuo mensal do índice desde julho de 2016, influenciado pela queda na Indústria de Transformação. Vale ressaltar, contudo, que o indicador vem apresentando recuos cada vez menores desde junho de 2016, no acumulado dos últimos 12 meses.

Confira a pesquisa completa
 

Fonte: FIEMG