FIEMG se posiciona sobre o COPOM - SELIC

Federação entende que manutenção da Selic em 6,50% ao ano é acertada. O COPOM manteve a taxa Selic em 6,50% ao ano, sustentando o estímulo à atividade econômica. A FIEMG entende que foi uma decisão acertada, tendo em vista que a economia brasileira segue avançando em ritmo inferior ao previsto no início do ano, o que dificulta a queda mais rápida da taxa de desemprego. Ao mesmo tempo, tensões comerciais e econômicas envolvendo importantes parceiros comerciais do Brasil.



 

01/11/2018 - O COPOM manteve a taxa Selic em 6,50% ao ano, sustentando o estímulo à atividade econômica. A FIEMG entende que foi uma decisão acertada, tendo em vista que a economia brasileira segue avançando em ritmo inferior ao previsto no início do ano, o que dificulta a queda mais rápida da taxa de desemprego.


Ao mesmo tempo, tensões comerciais e econômicas envolvendo importantes parceiros comerciais do Brasil, como é o caso de Estados Unidos, China e Argentina, limitam a capacidade do setor externo de garantir a aceleração da produção no país.


Por outro lado, a inflação mensal segue bem-comportada, apesar da alta de preços ligados à taxa de câmbio ocorrida nos últimos meses, como é o caso de combustíveis, mas que deve ser revertida nas próximas leituras, tendo em vista a recente valorização da moeda brasileira. Isso sustenta a expectativa de que a meta inflacionária será cumprida em 2018 e nos anos seguintes.


O resultado das eleições brasileiras aumentou a probabilidade de aprovação de reformas estruturais, como a da previdência, por exemplo, condição essencial para o equilíbrio das contas públicas e para a recuperação dos níveis de confiança dos agentes econômicos.


Se esse cenário se materializar, tenderá a reduzir a taxa de juro neutro de equilíbrio do Brasil, bem como a promover a expansão do mercado de crédito e, consequentemente, a retomada do investimento privado, da atividade industrial e do PIB em patamar acima daquele registrado ao longo de 2018.
 

Fonte: FIEMG