FIEMG repudia tabelamento do frete

Entidade demonstra preocupação com tendência de aumento de preços para a sociedade. O presidente da FIEMG, Flávio Roscoe Nogueira, repudiou a aprovação da MP 832, que prevê a adoção do Tabelamento de Frete, pela Câmara dos Deputados. “Não houve debate sobre um tema que afetará diretamente a inflação e terá reflexos sobre a vida dos brasileiros”, lamentou, observando a iniciativa afeta diretamente a competitividade das empresas que produzem no país. Veja vídeo gravado pelo presidente da FIEMG.



 

12/07/2018 - O presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG), Flávio Roscoe Nogueira, repudiou a aprovação  da MP 832, que prevê a adoção do Tabelamento de Frete, pela Câmara dos Deputados na tarde desta quarta-feira, 11 de julho. “Não houve debate sobre um tema que afetará diretamente a inflação e terá reflexos sobre a vida dos brasileiros”, lamentou, observando a iniciativa afeta diretamente a competitividade das empresas que produzem no país.
 

O líder industrial mineiro ressaltou que a iniciativa vai contra a livre concorrência, que deve reger as relações de mercado em uma economia capitalista como a brasileira. “A sociedade não pode pagar mais essa conta em um momento que  temos que resolver os problemas do Custo Brasil”, afirmou.  
 

Em junho, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), órgão vinculado ao Ministério da Justiça já havia se manifestado contrário à criação de uma tabela com os valores mínimos a serem cobrados pelo frete do transporte rodoviário de cargas. Em parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), a autarquia já sustentava à época que o tabelamento do frete limita a concorrência, prejudicando a sociedade e criando uma espécie de cartel no setor.
 

Análise - A área econômica da FIEMG destaca que o impacto negativo do tabelamento do frete no país é incalculável. De acordo com a Pesquisa Industrial Anual (PIA), a fabricação de produtos derivados do petróleo e o setor extrativo são os setores que apresentam maior custo de frete proporcional ao custo de produção. Esses são setores especialmente importantes para Minas Gerais, uma vez que o setor extrativo representa 25% da indústria mineira, participação muito mais do que a média no país.


Além destes, fabricação de alimentos e bebidas, setores também muito importantes para o estado, apresentam um peso do frete em relação ao seu custo operacional elevado. Em suma, além de inconstitucional, a medida de tabelamento do frete tem um grande potencial em causar prejuízos não apenas para a agropecuária e a indústria, mas para toda a população que verá o preço de seus produtos aumentar na prateleira.
 

 


Fonte: FIEMG