Fibria tem lucro 87% maior no primeiro trimestre 2018 em comparação ao ano anterior

Resultado ainda não considera negócio fechado com a Suzano Papel e Celulose. A Fibria registrou lucro líquido de R$ 615 milhões no primeiro trimestre, alta de 87% sobre o resultado obtido no ano anterior, informou a empresa. Há um mês a Fibria anunciou que fechou um acordo para unir as operações com a Suzano Papel e Celulose. O negócio ainda depende da aprovação de órgãos antitruste.




26/04/2018 – A Fibria, maior produtora de celulose de eucalipto do mundo, registrou lucro líquido de R$ 615 milhões no primeiro trimestre, alta de 87% sobre o resultado obtido no ano anterior, informou a maior produtora de celulose de eucalipto do mundo nesta quarta-feira. Há um mês a Fibria anunciou que fechou um acordo para unir as operações com a Suzano Papel e Celulose. O negócio ainda depende da aprovação de órgãos antitruste e, portanto, os dados divulgados hoje ainda não consideram essa união.


O resultado foi impulsionado por vendas e preços maiores de celulose, que têm sido reajustados para cima com frequência quase mensal desde meados do ano passado, em meio à forte demanda asiática e atrasos em entrada em operação de novas capacidades produtivas no setor no mundo, explicou Marcelo Castelli, presidente da companhia.


A geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado foi de R$ 1,824 bilhão nos três meses encerrados em março, salto significativo ante os R$ 644 milhões apurados em 2017.


A produção da Fibria subiu 32% no primeiro trimestre sobre o mesmo período do ano passado, para 1,588 milhão de toneladas. Com isso, a empresa elevou as vendas em 22% no período, para 1,591 milhão de toneladas.


A empresa obteve retorno sobre capital investido de 12,6% nos três meses encerrados em março, 9 pontos percentuais acima do registrado no ano passado.


A Fibria registrou ainda custo de produção de R$ 708 por tonelada de celulose, queda de 6% sobre o primeiro trimestre de 2017, em um desempenho apoiado pela entrada em operação da segunda linha de produção em sua fábrica em Três Lagoas (MS), explicou Castelli.


— Nossa segunda fábrica em Três Lagoas segue com um excelente ritmo de evolução na curva de produção, bem acima do projetado inicialmente. Esse novo volume de celulose que chega ao mercado tem sido absorvido por uma demanda que permanece aquecida em todas as regiões. Nossa perspectiva para os próximos meses do ano permanece positiva — acrescentou o executivo.

A nova unidade impactou positivamente o custo de transporte de madeira, reduziu o custo fixo e gerou maior resultado com venda de energia elétrica gerada no processo de produção de celulose.

A dívida líquida da Fibria fechou março em R$ 12,774 bilhões, alta anual de 12%. A dívida líquida sobre Ebitda caiu para 2,02 vezes, em dólar, e para 2,08, em real; ante níveis de 3,79 e 3,63 vezes no primeiro trimestre de 2017.


— A Fibria segue seu processo de redução de alavancagem e ainda mantém uma posição de caixa acima dos R$ 6,1 bilhões. A trajetória de desalavancagem e a perspectiva de que ela deve continuar em queda com a evolução da nova linha de produção de Três Lagoas, demonstram a capacidade de geração de caixa da companhia.


— explicou diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Fibria, Guilherme Cavalcanti.


Fonte: Tisseu Online (O Globo)