Fábricas de C&P estão parando devido à greve dos caminhoneiros

Nos bastidores das fábricas de celulose e papel, o CeluloseOnline encontrou informações importantes sobre a falta de suprimentos que tem acontecido devido à grave dos caminhoneiros que se estende em todo país. Empresas como Mili, Suzano, Fibria, Eldorado, Klabin e International Paper já pararam suas produções – ou diminuíram em grande escala. Todas as fontes são internas das fábricas.




24/05/2018 - Nos bastidores das fábricas de celulose e papel, o CeluloseOnline encontrou informações importantes sobre a falta de suprimentos que tem acontecido devido à grave dos caminhoneiros que se estende em todo país.


Empresas como Mili, Suzano, Fibria, Eldorado, Klabin e International Paper já pararam suas produções – ou diminuíram em grande escala.


Todas as fontes são internas das fábricas, porém, elas não querem ser identificadas.


De maneira geral, dá para se ter uma ideia do transtorno que isso está causando nas produções de celulose e de papel.


Confira agora como está a real situação das fábricas de C&P no Brasil!


MILI

No sul do Brasil, a Mili é uma das empresas que está sendo prejudicada com a greve dos caminhoneiros.


O resultado é que até agora 5 máquinas que produzem papel já pararam e até o final da tarde, outra também deve encerrar o seu funcionamento.


KLABIN

A Klabin, no Maranhão, deveria retornar amanhã (25) da sua Parada Geral, no entanto, o que as fontes disseram é que os funcionários não retornaram ao trabalho normal até uma ordem oficial dos dirigentes.


Ainda sobre a Klabin, mas agora no Paraná, o que se sabe é que a linha de produção de pinus parou mesmo.


Enquanto que a linha de eucalipto foi reduzida em mais de 10%.


“Desta forma, temos uma produção quase que insustentável”, disseram as fontes que não querem ser identificadas.


Já em Goiânia, a Klabin está sofrendo com a falta de gás para as empilhadeiras…


E a notícia é a de que se esse produto não chegar até amanhã (25), a fábrica também vai parar.


SUZANO

Também no nordeste do país, em Mucuri, a Suzano reduziu as 2 linhas de produção que estavam em funcionamento.


E provavelmente até amanhã a outra linha também deve ficar parada.


O motivo?


Vai faltar soda, cloreto, entre outros produtos destinados para a Estação de Tratamento de Água e que são importantes para o funcionamento de todo sistema produtivo de celulose e papel.


FIBRIA E ELDORADO

A ideia é que a Estação volte a funcionar com o sulfato de alumínio, já que a Suzano tem um fornecedor que fica mais próximo da sua fábrica – mas, as fontes não deram certeza.


Em Três Lagoas (MS), que é a capital mundial da celulose, a Fibria e a Eldorado também estão cogitando parar as atividades até que a greve dos caminhoneiros se resolva.


Isso porque elas estão com a falta de produtos, que não chegaram até as suas fábricas de celulose, especialmente os químicos, que são fornecidos pela EKA.


INTERNATIONAL PAPER

Também em Três Lagoas, a International Paper avisou, de maneira informal, que vai parar se não chegar o seu amido – isso porque eles estão vindo em pequenos carros para que as máquinas não parem.


Mas, a previsão é a de que a fábrica pare de funcionar ainda hoje (24).


Já em Paulínia, no interior de São Paulo, veja a notícia que temos sobre a IP…


“Nossa fábrica está monitorando de perto, porém a situação parece estar se agravando e neste momento temos atenção em alguns produtos que podem faltar. O estoque atual só atende essa semana – nos próximos dias a situação irá se agravar”.


Com informações de fontes internas não divulgadas


Fonte: Celulose Online