O mercado de celulose de fibra curta na União Europeia

Em 2015, a celulose foi um dos produtos do agronegócio com maior evidência no comércio mundial. Houve aquecimento da demanda por celulose – em consequência da expansão do consumo de embalagens e papéis sanitários, principalmente em países emergentes – e o preço foi reajustado quatro vezes.



 

26/04/2016 – Em 2015, a celulose foi um dos produtos do agronegócio com maior evidência no comércio mundial. Houve aquecimento da demanda por celulose – em consequência da expansão do consumo de embalagens e papéis sanitários, principalmente em países emergentes – e o preço foi reajustado quatro vezes.
 

A UE é a maior importadora mundial de celulose de fibra curta, seguida pela China. No ano passado, o bloco importou do mundo – excluindo as transações intrabloco– € 3,3 bilhões, 6,1 milhões de toneladas, em volume. Nos últimos anos, observou-se aumento, tanto no valor quanto no volume, das importações europeias de celulose.
 

Desde 2008, houve crescimento de 41,5% no valor importado e 22,6% no volume. Excluindo o comércio intrabloco europeu, o Brasil é o principal fornecedor de celulose de fibra curta para a UE, com 66% do mercado, seguido por Uruguai (16%), Chile (12%) e Rússia (2,1%).



 

O Brasil também ocupa posição de destaque global no setor de celulose, sendo o segundo maior exportador mundial. Segundo a Indústria brasileira de Árvores (Ibá), o país é o maior produtor celulose de eucalipto do mundo, e o quarto maior de celulose, em geral, atrás de China, EUA e Canadá.
 

A partir do eucalipto, o Brasil produz celulose de fibra curta, utilizada, principalmente, para fabricar papeis sanitários – papel higiênico, toalhas de papel e guardanapos, segmento conhecido como tissues – assim como para produção de papéis para imprimir e escrever. Devido à melhoria de produtividade e ao efeito cambial gerado pela desvalorização do real, o país tem se tornado mais competitivo no mercado internacional. Dados indicam uma taxa média anual de crescimento de 5,4% da produção brasileira de celulose, entre 2000 e 2012.



O crescimento da demanda por papel e celulose está relacionado à expansão do consumo de papéis sanitários e embalagens, sobretudo em países emergentes, com destaque especial para a China. De acordo com o Ibá, o segmento de embalagens cresce a reboque do avanço em consumo de alimentos e outros produtos de uso rotineiro. Outra tendência observada é a migração do crescimento no consumo de papel de países desenvolvidos para países em desenvolvimento.
 

Fonte: Boletim União Europeia / CNA