Crise na economia mundial impulsiona aumento tissue Europa

A crise econômica mundial atingiu a Europa. Os motivos são vários, mas em especial está a dívida na "zona do euro". Países como Bélgica, Holanda e Luxemburgo estão com suas economias afundando, mas por incrível que pareça, essa paisagem financeira negativa surtiu efeito contrário aos produtos de tissue.

20/05/2014 - A crise econômica mundial atingiu a Europa. Os motivos são vários, mas em especial está a dívida na "zona do euro". Países como Bélgica, Holanda e Luxemburgo estão com suas economias afundando, mas por incrível que pareça, essa paisagem financeira negativa surtiu efeito contrário aos produtos de tissue. As taxas de desemprego de toda a região são as mais altas, com 8,4% na Bélgica, 5,5% em Luxemburgo e 6,7% nos Países Baixos. Com este índice elevado e a insegurança no trabalho, os consumidores europeus têm procurado reduzir despesas passando mais tempo em casa, e aí está a oportunidade do tissue. No Benelux, organização economia europeia, como em todo o resto da Europa Ocidental, os produtos de tissue são amplamente considerados como mercadorias e seu desempenho está firme. Em termos de participação da marca, na Bélgica o tissue possui quota no valor de 70% e 51% na Holanda. O varejo de tissue teve crescimento de 5% e atingiu vendas no valor de € 511 milhões em 2013 na Holanda, enquanto na Bélgica aumentou 2% para chegar a € 303.000.000 milhões. Já o papel higiênico padrão continua sendo a categoria dominante na região, na Holanda os produtos de luxo cresceram 6% na categoria em 2013. Com a crise em vez de sair para jantar, por exemplo, os consumidores estão optando por ficar em casa provoca um aumento das vendas de toalhas de cozinha e papel higiênico. Outro fator importante para o crescimento na Europa são as empresas que colocam produtos em ofertas de papel premium, como leite de amêndoa e papel higiênico umedecido, e isto têm servido para atrair mais consumidores. Investimentos ousados de marcas em produtos de luxo, não só valeu a pena, como também ajudou a impulsionar o crescimento na categoria. Para 2015, a expectativa é que nestas regiões haja duas tendências contraditórias. Por um lado, com os consumidores ficando mais em casa vão buscar mais conforto e qualidade, oferecendo oportunidade para as marcas capitalizar. Em contra partida, o impacto contínuo da recessão vai levar os consumidores a procurar produtos mais baratos, colocando as marcas próprias firmemente no frente. Com preço mais baixo do que as marcas premium, estes produtos econômicos de luxo vão acumular ainda mais a pressão sobre os grandes fabricantes.