Brasil e Japão estudam proposta de acordo comercial para os dois países

As indústrias do Brasil e do Japão entregarão, em 2015, uma proposta estruturada de um Acordo de Parceria Econômica com o objetivo de fortalecer o comércio e a cooperação bilateral e o invesimento. O texto será produzido, ao longo dos próximos 12 meses, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e sua contraparte japonesa, a Keidanren, e será submetido aos governos dos dois países, que podem iniciar as negociações em torno da proposta. "Brasil e Japão têm um longo histórico de cooperação e acumulam ativos importantes para o desenvolvimento de uma sólida relação comercial", disse o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade. O acordo comercial foi proposto durante o 17º Encontro Anual do Comitê de Cooperação Econômica Brasil-Japão, que termina nesta quarta-feira (10), em Tóquio.

11/09/2014 - As indústrias do Brasil e do Japão entregarão, em 2015, uma proposta estruturada de um Acordo de Parceria Econômica com o objetivo de fortalecer o comércio e a cooperação bilateral e o invesimento. O texto será produzido, ao longo dos próximos 12 meses, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e sua contraparte japonesa, a Keidanren, e será submetido aos governos dos dois países, que podem iniciar as negociações em torno da proposta. "Brasil e Japão têm um longo histórico de cooperação e acumulam ativos importantes para o desenvolvimento de uma sólida relação comercial", disse o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade. O acordo comercial foi proposto durante o 17º Encontro Anual do Comitê de Cooperação Econômica Brasil-Japão, que termina nesta quarta-feira (10), em Tóquio. Para estruturar a proposta, CNI e Keidanren formarão um grupo de trabalho para avaliar possíveis ações e medidas que podem ser adotadas pelos governos de Brasil e Japão para melhorar o comércio bilateral e o investimento no âmbito do acordo. Paralelamente, serão estudadas ações e iniciativas capazes de impactar positivamente o ambiente de negócios e que possam ser implementadas sem a necessidade de um acordo. Entre elas, negociar a remoção e barreiras sanitárias e fitossanitárias impostas pelo Japão e que restringem as exportações de produtos brasileiros. COMÉRCIO BILATERAL - Do lado brasileiro, há interesse em estimular o comércio bilateral de bens e serviços e ampliar investimentos do Japão em setores como infraestrutura e logística - portos, aeroportos, ferrovias e mobilidade urbana - e energia - óleo e gás. "Há grande interesse, tanto do governo quanto do setor privado brasileiros, em apoiar o investidor japonês que queira aproveitar essas oportunidades", assegurou Andrade. Para a CNI, também é promissora a negociação de ações de facilitação de comércio, que inclui adoção de regras e processos mais simples para agilizar o fluxo de bens entre os dois países. A viabilidade de cada ação e medida será avaliada, ao longo de um ano, por técnicos das entidades, bem como os benefícios que podem resultar para setores da indústria caso o acordo venha a ser ratificado pelos governos de Brasil e Japão. A análise a ser feita por CNI e Keidanren engloba o comércio de bens e serviços, investimentos, propriedade intelectual, medidas sanitárias e fitossanitárias, barreiras técnicas, coerência regulatória e facilitação de vistos. APOIO DE GOVERNOS - Segundo dirigentes das indústrias do Brasil e do Japão, a construção de uma proposta de acordo comercial conta com o apoio dos governos de ambos os países. "Nunca houve tanta disposição para chegarmos a um entendimento. Como sabemos que aprovar um acordo não é tarefa fácil, é essencial que a proposta seja concluída o quanto antes", analisou o presidente do Comitê de Cooperação Econômica Brasil-Japão pela CNI, José de Freitas Mascarenhas. Representantes do governo e da indústria do Japão presentes no encontro destacaram que o país promove uma mudança em sua política comercial. No atual governo, a histórica política de proteção a setores da economia têm dado lugar a uma postura favorável à discussão de acordos comerciais. Durante o encontro, o governo brasileiro, também se mostrou receptivo à iniciativa. "O trabalho será um instrumento essencial para nos subsidiar e darmos seguimento nas negociações", concluiu a secretária do Desenvolvimento da Produção do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), Heloísa de Menezes.