Suzano registra geração de caixa operacional de R$ 1,28 bi no 2tri18

Ganho com exportações compensou impactos negativos causados por greve dos caminhoneiros. A Suzano Papel e Celulose divulga hoje o balanço referente ao segundo trimestre de 2018, com uma geração de caixa operacional de R$ 1,28 bilhão, alta de 40,5% sobre o mesmo período do ano passado. O resultado foi impulsionado principalmente pelo câmbio favorável às exportações e pelo ambiente no mercado internacional de celulose.




09/08/2018 - Ganho com exportações compensou impactos negativos causados por greve dos caminhoneiros.


A Suzano Papel e Celulose divulga hoje o balanço referente ao segundo trimestre de 2018, com uma geração de caixa operacional de R$ 1,28 bilhão, alta de 40,5% sobre o mesmo período do ano passado.


O resultado foi impulsionado principalmente pelo câmbio favorável às exportações e pelo ambiente no mercado internacional de celulose, fatores que mitigaram o impacto provocado pela greve dos caminhoneiros nos volumes de produção e vendas do trimestre.


Em função dos efeitos provocados pela greve dos caminhoneiros, a Suzano registou perda de produção de cerca de 80 mil toneladas de celulose de mercado e aproximadamente 25 mil toneladas de papel, com impacto efetivo de 6,7% no volume produzido entre abril e junho, na comparação com o mesmo trimestre do ano passado.


As vendas, por sua vez, encolheram 8,7% em igual base comparativa.


Ao final do trimestre, a produção atingiu 1,134 milhão de toneladas de celulose e papel e as vendas somaram 1,085 milhão de toneladas.


Apesar disso, a receita líquida da Suzano foi de R$ 3,2 bilhões no período, expansão de 26,6% beneficiada pelo efeito cambial na receita com exportações e nos preços praticados nos segmentos de celulose e papel.


No segundo trimestre, o mercado externo respondeu por 72% da receita obtida pela companhia.


Como resultado, o retorno sobre o capital investido (ROIC) acumulado em 12 meses, principal métrica de gestão adotada pela companhia, terminou o segundo trimestre em 18,4%, acima dos 17,4% registrados no acumulado em 12 meses até março deste ano.


O EBITDA ajustado de R$ 1,57 bilhão foi outro destaque do trimestre, com alta de 36% em relação ao mesmo período de 2017.


Dessa forma, a alavancagem da companhia permaneceu em 1,7 vez, estável em relação ao patamar de março, a despeito do impacto da variação cambial sobre a dívida contraída em moeda estrangeira.


Esse mesmo fator cambial levou a companhia a reportar despesa financeira líquida de R$ 4 bilhões no trimestre, com impacto sobre a última linha do balanço.


O impacto do câmbio sobre os resultados é nesse momento meramente contábil, sem efeito caixa, dado que as dívidas da Suzano têm vencimento médio de longo prazo e a companhia possui operações de hedge com vencimentos casados ao prazo dessas dívidas para se proteger de eventuais oscilações cambiais.


A Suzano encerrou o segundo trimestre com um hedge estrutural de aproximadamente US$ 3 bilhões.


Adicionalmente a esse valor, havia também em 30 de junho uma proteção cambial de cerca de US$ 6 bilhões relativa ao montante envolvido na operação de combinação de ativos com a Fibria.


O impacto dessa operação de hedge adicional sobre os resultados trimestrais da empresa foi de R$ 1,7 bilhão, com efeito meramente contábil.


A operação com a Fibria, anunciada em março passado, ainda está sujeita a determinadas condições, dentre elas a aprovação dos órgãos reguladores, incluindo o CADE.


Da redação

Fonte: Celulose Online