Confiança do Agronegócio encerra 2017 com otimismo e avança para 100,3 pontos

Resultado sinaliza recuperação dos ânimos que haviam esfriado ao longo do ano, principalmente entre produtores agrícolas e fabricantes de insumos. Resultado sinaliza recuperação dos ânimos que haviam esfriado ao longo do ano, principalmente entre produtores agrícolas e fabricantes de insumos. No início de 2017, o indicador havia marcado 100,5 pontos. OIC Agro fechou o quarto trimestre de 2017 em 100,3 pontos ao avançar 1,2 ponto.



 

08/03/2018 -  Resultado sinaliza recuperação dos ânimos que haviam esfriado ao longo do ano, principalmente entre produtores agrícolas e fabricantes de insumos.


Produtores e indústrias ligados à agropecuária brasileira terminaram 2017 com um nível de otimismo moderado, como o demonstrado no início do mesmo ano.


No início de 2017, o indicador havia marcado 100,5 pontos.


O Índice de Confiança do Agronegócio (IC Agro) fechou o quarto trimestre de 2017 em 100,3 pontos ao avançar 1,2 ponto em relação ao trimestre imediatamente anterior.


De acordo com a metodologia do estudo, resultados acima de 100 pontos correspondem a otimismo. Pontuações abaixo disso demonstram baixo grau de confiança.


O IC Agro é um indicador medido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).


O que o resultado diz?

“Esse resultado sinaliza uma recuperação dos ânimos que haviam esfriado ao longo do ano, principalmente entre os produtores agrícolas e os fabricantes de insumos”.


“Entre os pecuaristas e as indústrias de forma geral, o nível de desconfiança continuou maior”, disse Antonio Carlos Costa, gerente do Deagro da Fiesp.


A queda de 4 pontos na confiança da indústria (antes e depois da porteira), para 99,3 pontos em relação ao trimestre anterior, não significa necessariamente um esfriamento geral dos ânimos.

Pois o resultado foi influenciado por segmentos específicos da indústria depois da porteira.


Exatamente como as empresas de trading e logística, atividades nas quais as margens de lucro mantiveram-se bastante pressionadas nos últimos tempos.


DO OUTRO LADO

Contudo, a maioria dos setores que compõem esse grupo – como os de alimentos e sucroenergético – apresentou maior confiança em relação ao trimestre anterior.


Já a indústria antes da porteira (insumos agropecuários) apresentou avanço de 0,4 ponto, para 105,2 pontos no encerramento do 4º trimestre, mantendo-se praticamente estável.


“Os resultados do indicador refletem em boa parte o que aconteceu ao longo do ano”.


“No segundo trimestre, os produtores foram mais reticentes em avançar com as negociações de fertilizantes e defensivos, num momento em que os preços das principais commodities agrícolas, como a soja e o milho, estavam em baixa”.


“Do terceiro trimestre em diante, porém, a comercialização de insumos se normalizou, diante de uma recuperação gradual nas cotações e um clima favorável ao desenvolvimento da safra de verão”, explica Costa.


Houve avanço também para o índice de confiança do produtor agropecuário (agrícola e pecuário), que encerrou o 4º trimestre de 2017 em 101,8 pontos, alta de 8,6 pontos ante o terceiro trimestre.


PERÍODO

Contudo, esse foi o único período do ano em que o indicador para esse segmento ficou na faixa considerada otimista.


Segundo os resultados, há mais entusiasmo entre os produtores agrícolas do que entre os pecuaristas. No primeiro caso, o índice subiu 11,1 pontos, chegando a 104 pontos.
 

“A recuperação dos preços de commodities como soja e milho, nos últimos três meses de 2017, ajuda a explicar um pouco o aumento no otimismo”.


“Outro destaque é o humor dos produtores em relação ao crédito agrícola, que está num dos melhores níveis da série histórica”.


“Um ponto negativo que merece atenção, porém, é o sentimento em relação aos custos de produção, uma variável em que o pessimismo aumentou nos últimos dois levantamentos”.


“Os estoques de produtos (insumos agropecuários) nas mãos de fabricantes e revendas estão caindo gradativamente, abrindo espaço para recomposição de margens”, diz Márcio Lopes de Freitas, presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).


Entre os pecuaristas a confiança ficou praticamente estável.


O indicador desse grupo subiu 0,9 ponto, fechando o ano em 95,1 pontos.


A falta de ânimo em relação aos custos de produção pesou para manter o indicador num patamar baixo – o que era de se esperar diante do aumento nos preços de insumos importantes, como é o caso do milho, ao longo do segundo semestre de 2017.


Outro aspecto no qual houve perda de confiança foram os preços – nesse caso, a queda foi mais acentuada entre os produtores de leite do que entre os pecuaristas de corte.


Fonte: Celulose Online